Por Marco Aurélio Cidade
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publicado por propagandaearte, em 16.05.12 às 14:49link do post | favorito

 

CRIOESTAMINAL;

 

DEMASIADO FORTE.

 

POR QUÊ?

 

 

Acabo de ler o artigo abaixo, publicado agora a pouco no jornal MEIOS & PUBLICIDADE (PT) e fiquei estarrecido não só com o teor do artigo mas, principalmente com os comentários das pessoas acerca do tema abordado no filme. Beiram a ignorância além de serem altamente agressivos.

É preciso entender o que se passa antes de apenas criticar e, principalmente, ofender.

As células estaminais e sua aplicabilidade foram noticiadas pela imprensa mundial pela primeira vez no início do ano de 2007, ou seja, é algo extremamente novo. A partir daí, o seu uso, os benefícios de seu uso e as tecnologias para o seu uso foram começando a aparecer após pesquisas médicas e observação de resultados. Importante deixar claro que as células estaminais, células-tronco ou células-mãe podem ser encontradas não apenas no cordão umbilical, mas também no sangue, no fígado, na medula óssea e no líquido amniótico.

(fonte: banco de dados da  Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, no estado norte-americano da Carolina do Norte)

O filme muito bem desenvolvido e nada apelativo ou ofensivo, pela 2034, agência do Marco Dias e com apoio de Bidarra e Wengorovius e produção da Ministério Filmes, teve a direção de Marco Martins. João Wengorovius e Pedro Bidarra atuaram como consultores da Crioestaminal.

Gente, o filme apenas é uma ilustração das inúmeras possibilidades de cura com o uso das células estaminais para uma grande quantidade de doenças. Apenas uma ilustração. Não fere a integridade de ninguém, não ofende, não é para culpar ninguém, portanto não acusa quem não congelou as células estaminais dos cordões umbilicais de seus filhos.

Beira as raias da estupidez a colocação das Sras. Sónia Mendes de Almeida e Ana Cláudia. Agressivas são elas e não a campanha. Falta-lhes no mínimo polidez para apresentar suas insatisfações (que todos têm direito, é claro; não estou dizendo que todo mundo tem que concordar com tudo) além de coerência nas suas argumentações.

Ninguém pode ser "condenado" por não ter congelado as céluas de seu filho, volto a dizer. É uma descoberta muito recente e a tecnologia ainda nos vai apresentar muitas novidades sobre o assunto. Quem já nasceu, já nasceu, está nascido e pronto. A empresa está apenas e tão somente "vendendo o seu peixe" e informando da possibilidade de guarda das referidas células, como medida preventiva para algum dissabor futuro que possa haver na saúde do "dono" das células.

A criança não apresenta nenhuma característica de que está doente e não há a necessidade de nenhum pai, nenhuma mãe se sentir culpado por não ter feito o congelamento das células. É muita estupidez não enxergar isto. Leia o artigo e vejam o filme (http://youtu.be/-DsfuyPSVw0) e, principalmente, leia os comentários feito no youtube.

Revoltante é a ignorância.

 

 

 

Será este anúncio da Crioestaminal demasiado forte? (com vídeo)

15 de Maio de 2012 às 23:59:00 , por                Rui Oliveira Marques - JORNAL MEIOS & PUBLICIDADE

 

 

“Mãe, Pai, guardaram as minhas células?” A pergunta é feita por uma criança no mais recente anúncio de televisão da Crioestaminal, que já obrigou a marca a defender a campanha na sua página no Facebook. A empresa sustenta que mais de 80 as doenças podem ser tratadas com recurso às células estaminais do sangue do cordão umbilical e que existe uma hipótese em 200 de que, ao longo da vida, “uma pessoa seja diagnosticada com uma doença cujo tratamento pode estar nestas células do próprio ou de um dador compatível”. É nessa altura que, segundo o anúncio, os pais têm de estar preparados para responder à pergunta do filho. “Quando desenvolvemos a campanha, a Crioestaminal tinha consciência de que a mensagem era forte. A campanha pretende alertar a sociedade para o impacto que estas células podem ter, uma vez que são utilizadas no tratamento de diversas doenças, que podem ocorrer ao longo da vida e em que nem sempre se pensa no momento do nascimento”, disse ao M&P fonte oficial da marca. “Respeitamos todos os comentários, no entanto acreditamos nesta causa e vamos continuar a defendê-la”, completa. A campanha, também presente em imprensa, continuará nos meios até Junho.

Desde que a campanha estreou, têm-se multiplicado na página da marca no Facebook comentários negativos, com alguns consumidores a garantirem que vão apresentar queixa junto da ERC e do ICAP. “Como têm coragem de falar em esperança e futuro quando apelam ao sentimento de culpa dos pais para incentivar a preservação de células estaminais”, questiona Sónia Mendes de Almeida. “Sinto-me torturada, inferiorizada, desrespeitada, mal tratada enquanto mãe, pelo vosso anuncio. Podiam informar sem ofender! A campanha é demasiado agressiva”, escreveu Ana Cláudia no mural da Crioestaminal.

Criatividade da 2034, com apoio de Bidarra e Wengorovius

A campanha foi criada pela 2034, de Marco Dias. A produção dos filmes esteve a cargo da Ministério dos Filmes, com realização de Marco Martins. João Wengorovius e Pedro Bidarra trabalharam como consultores da Crioestaminal no processo de definição da estratégia de comunicação e marketing que levou à escolha da 2034. Ao M&P, Pedro Bidarra considera que “a campanha é forte e tem uma componente de serviço público, para educar as pessoas. Por isso é que no filme a voz de companhia não refere a Crioestaminal”, acrescentando, a propósito das críticas de que o anúncio pode ofender pais com menos recursos, que “mesmo que as pessoas não tenham dinheiro para guardar as células num banco privado, podem optar por um banco público. Aqui não se diz às pessoas para não escolherem o banco público”. “As pessoas e os médicos estão muito desinformados sobre esta questão”, remata.

 

 

 

 


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